E a lua cheia, linda, branca, pura
Veio morar, suja e cinza, na lama
Espelhada no rio das lágrimas que chorei
Olhando os passos tortuosos que dei
Distorcida pelo vento, ondulando aos erros
A lua, pobre, se contorce, se retorce.
E quando chove, a chuva lava, leva a lama
E deixa a lua, cheia, linda e nua, a imagem
No espelho de águas cristalinas do rio da vida
E me envolve, me segue, me toma.
Eu, na canoa rasa, no igarapé do sonho
A iluminar a lua, um fotograma
Navegando no céu das águas correntes
Eternizando o evento etéreo
De voar no espelho do céu
Igarapé
junho 26, 2010 por Chris Ferreira

Quão delicadas são estas palavras. São suas? Não leio algo tão delicado em anos.
Vou virar freguês do seu blog, posso usar algumas de suas palavras?
Sinceras saudações!!!
Belas palavras. Estou procurando escrever com esse grau de sentimento. Só vivendo?
Vc está bem? Perdemos o contato, se é que tivemos um dia. Lendo os comentários no meu blog, vi o seu e corri aqui.
Beijos pra ti.