Obrigada por cada sorriso que dou, perdida no dia, pensando em você.
Obrigada pela minha paz, essa que me fez dormir tranquila e acordar sonhando.
Obrigada pelas noites que eu passo semi-acordada, pra sentir seu corpo do meu lado.
Obrigada por cada dia de tarefas diárias, com a certeza de que seu pensamento é meu.
Obrigada pelas minhas dúvidas, que se consolidaram em certezas, e que dão solidez ao sentimento.
Obrigada pelas tardes, pelas manhãs, noites e madrugadas, em que você me toma pela mão e me leva pelo mundo.
Obrigada pelas músicas, filmes, romances, histórias e sonhos que compartilhamos.
Obrigada por domar minha ansiedade com sua constância doce e suave.
Obrigada por me deixar te amar, mesmo que eu nunca tenha dito isso.
Obrigada, enfim, por me deixar florescer ao seu lado.
Obrigada.
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Cada dia você me tem mais e mais. Cada poro e pensamento. Fecho os olhos e minha mente traz minha imagem refletida no seu olhar, e é doce o seu olhar. Suas mãos que passeiam comportadas pelas minhas mãos em público, e que me acariciam deliciosamente entre os lençóis. Seu corpo quente que me envolve e guarda. Tenho gravado cada momento que tive você em mim. Não é apenas paixão, mobilizada pelos sentidos. Os sentidos apenas dão forma e tangibilidade. É admiração, serenidade, desejo, e mais algumas coisas que eu só sei sentir. Amar você é deliciosamente suave, e faz um bem enorme à minha alma. Amar você é absolutamente necessário, não sendo uma escolha, mas um turbilhão. Na verdade, só sei que você me alimenta a alma e eu não me imagino mais sem a sua presença. Pode parecer loucura, pra você que é tão centrado e lógico. Mas é a mais pura verdade, expressa da melhor maneira possível. Tradução melhor, eu não sei. Talvez no toque das minhas mãos ou no beijo molhado de boa noite. Mas isso só você vai poder dizer.
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Voce me beija e é um beijo interminável. Meu corpo dança sobre o seu e eu fecho os olhos, para potencializar meus sentidos. O toque, sua boca, suas mãos. O aroma de nossos perfumes se misturando. Mas algo me diz pra olhar, pra gravar as imagens de nós dois em minha mente, e eu abro os olhos. E te percebo em mim. E capto cada traço de você envolvido pelo meu corpo, por meus cabelos, os cachos se desdobrando sobre seu rosto. E você me olha. E eu me entrego. Nosso ritmo é um só, um compasso até os músculos não mais obedecerem.
Assim vamos através da noite, uma mistura de prazer e deleite, de saciedade e fome. Adormeço pra acordar em você novamente. Interminavelmente sua.
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Oi. Eu me inspirei na iniciativa que um amigo pra escrever isso. Não sei se você vai me achar doida. Nem sei se vou ter coragem de entregar depois de escrito. Mas que seja…
Eu tinha me rendido. Quase tinha desistido. Pessoas malucas passaram na minha vida, gente que até parece, a um olhar mais desavisado, normal e sintonizada com o mundo atual. No entanto, elas não tinha nada a ver com a minha ideia de mundo e de amor. Eu não sei amar pela metade, contida, comedida. Ou eu sou ou eu não sou. Fiquei tão árida que não conseguia escrever uma única linha de que eu gostasse. Nada que fosse da alma. No fundo, pensei que estava errada, fora do prumo da vida, porque eu queria alguém para toda vida e não somente para uma etapa, uma passagem, uma curtição. Eu queria alguém para ficar na varanda, vendo a lua. Queira alguém para dormir de pés juntos. Queria alguém para amar de verdade, sem limites, só horizontes. Queria alguém para ir trabalhar com aquela coisa boa na cabeça, sabendo do retorno certo para os braços do meu amor. Era isso que eu queria. E eu já estava me achando doida por isso. Porque ninguém queria isso.
Todo mundo queria curtir. Nada de compromisso, nada de se vincular a alguém. Para que compromisso se existe tanta gente dando sopa na praça? O bom é variar, me diziam. Fidelidade? Para quê? E meu coração pensava que eu, definitivamente, não pertencia a esse mundo. E a mentira? Essa vivia entrando na minha vida das mais diferentes formas sem pedir licença. Mas eu não conseguia conviver com ela. Mas eu tentava. Não funcionava e eu sabia que não funcionaria. Até que eu encontrei você.
No dia que eu te re-conheci, achei que estava sonhando. Acreditei mesmo que não era real. A forma como você me encantou… eu estava quase hipnotizada. Você não era desse planeta… era tão extra-terrestre quanto eu. Eu, claro, mantive a minha guarda erguida, sentinelas a postos. Será que era de verdade? Mas alguma coisa dizia dentro de mim que eu ainda não estava morta para o amor. Ainda assim tive medo. Um medo de fazer gelar a espinha, de fazer tremer os joelhos, de fazer suar as mãos. No dia seguinte, para te ver, eu parecia uma adolescente. Eu me olhei no espelho e não me reconheci. Era como se eu estivesse indo pro meu primeiro encontro. Saiba: foi maravilhoso. As sentinelas que já tinham ficado de folga foram definitivamente demitidas. Eu não queria te perder da minha vida nem me perder da tua vida nunca mais. Porque você era como eu: você acreditava no amor e andava de mãos dadas.
De lá pra cá já se vão alguns dias e eu continuo com medo. Sei que ele não tem nenhuma razão para estar aqui. Eu permaneço cada dia mais apaixonada. Nem sei se essa é a palavra certa. Apaixonada é ser meio burra, meio cega e eu nunca vi tão bem em toda minha vida. O que eu sinto não é uma paixonite irreverente. O que eu sinto foi uma escolha. Não é por acaso que a gente está junto. Teve um cupido – é claro – e teve uma escolha baseada em fatos reais. E eu te quero na minha vida. Mas não adianta eu querer sozinha. Você tem que querer comigo.
A gente vai ter que querer juntos, vai ter que confiar juntos, vai ter que se entregar juntos. E isso não é uma decisão unilateral e por isso o medo não quer ir embora. Eu estou aqui escrevendo, mas sei que dificilmente eu vou ter coragem de entregar. O meu medo vai ter que ir sumindo devagar e um dia, talvez daqui a alguns anos, eu te mostre e nos riremos juntos, e você vai me abraçar e dizer que me ama. Mas isso é futuro e hoje eu estou tratando de viver o presente para construir o futuro.
Eu quero ser pra você tudo que você espera. Sua amiga, amante, companheira, cúmplice. Espero que você me guie nesse processo para que eu não fique tateando por muito tempo. Quero que você seja feliz comigo. E mesmo quando você brigar comigo e eu com você, porque isso também vai existir, a gente não se magoe muito. Que a briga seja por panelas ou controles remotos.
Mas você tem que querer… Como eu vou saber? Será que quando você passeia comigo de mãos dadas você pensa em não me largar mais? Será que o dia seguinte é tão distante pra você quanto é para mim? Será que o seu medo é como o meu? Será que o seu abismo era tão grande quanto aquele de onde eu quase me atirei?
São milhões de perguntas que ficam pulsando na minha cabeça quando estou só e que desaparecem quando eu te vejo. Queria que elas sumissem de vez, junto com o medo e abismo. Acho que por isso eu quero tanto estar perto de você: para parar com essa martelação. Um dia, espero que não tão distante, eu vou estar longe de você com a mesma segurança e felicidade de quando estou perto. É só eu conhecer o que seu coração sente pelo meu.
Meu desejo é simples e claro. Sem rodeios. Quero ser para você o que você já é pra mim: um grande amor. Com direito a história, que nem a do meu amigo, que me inspirou a escrever essa carta. Com um final feliz. Como as boas histórias…
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Minha mão na sua mão, e enquanto passeamos, não interrompemos essa conexão, quase uma corrente. Se é rompida, imediatamente nos procuramos, no olhar, na pele, para reatar o contato, tão fundamental. Sem ele, parece que eu não sou eu, sua; e você não é você, meu, apesar de ambos sabermos que a distância geográfica não diminui em nada a intensidade do que sentimos. É apenas o desejo de tocar, de se alimentar do carinho do outro, do sentimento que cresce exponencialmente. E assim, vamos, por entre filmes, passeios, tortas, comprinhas, ficando cada vez mais plenos do amor que nasce. Um amor cuidado, desejado por dois corações que estavam sofrendo de inanição. Saciamos nossa fome de amor, nos alimentamos do bem que fazemos um ao outro, e é daí que nasce a beleza da nossa história.
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Eu ainda vagueio, sem saber bem o que fazer, especialmente quando estou longe de você. Não quero que você se afaste e ao mesmo tempo não quero que você se sinta invadido na vida que você se acostumou a levar. Quando você diz que vai descansar, eu queria estar ao seu lado, só pra ficar te olhando ler, jogar, ouvir musica e rir, porque você me faz rir. Queria poder compartilhar meus momentos de descanso, minha intimidade, meu jeito de ficar no note de barriga pra baixo, estudando, lendo ou navegando. Queria poder ficar sentadinha, tomando café, cerveja, whisky ou seja lá qual fosse a bebida, e fazer nada do seu lado. Só estar, ficar, permanecer. Eu quero você na minha vida, realmente quero. Porque você me faz falta. Porque eu me encantei de você, de andar de mãos dadas. Não quero que minhas mãos se percam das suas. Quero estar em você, todo tempo, no seu pensamento, como um aroma que não se vai. Se me perguntarem hoje, eu posso dizer: é, eu me apaixonei. E eu quero ser sua namorada, se você me quiser na sua vida. Mas só se for pra me deixar ficar de vez. Pra ser feliz junto com você.
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Confesso que tenho medo. Você é apaixonante pela sensibilidade e pela doçura de ser. Ao mesmo tempo, vc mantem uma barreira de distância que me deixa pensando se existe mesmo lugar na sua vida pra mim. Será que entre aulas e livros e internet, vai ter um espaço pra que eu te faça carinho, pra que eu te sinta por perto, pra que eu possa ouvir você rir e falar de música e filmes. É o medo, de novo, batendo na minha porta. Quantas vezes eu vou ter que expulsá-lo daqui?
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